Image Alt

Blog Unigran Europa

Jornalistas de ambos os lados do Atlântico analisam a situação das mulheres imigrantes ibero-americanas na Espanha

Usar o poder da mídia para promover a igualdade na sociedade e implementar departamentos específicos; ter a figura de um defensor dos grupos mais vulneráveis ​​nas redes sociais; comunicar experiências para sensibilizar e tocar o coração; Educar para erradicar a violência… São algumas das idéias apresentadas por jornalistas da América Latina e Espanha compartilharam no Conversatorio da Província de Huelva e da UNIA (Universidade Internacional de Andalucía), realizado na Casa de Colón Huelva.

Esta atividade faz parte dos encontros Huelva América que dirige a instituição provincial e teve a participação de um elenco de 8 comunicadoras que praticam jornalismo em nosso país, correspondentes de mídia da América Latina e da mídia nacional, como o Canal Sur, RTVE e instituições como a UNIA e Unigran.

A presidenta da Associação de Correspondentes Ibero-Americanos na Espanha, Sully Fuentes; a jornalista e escritora paraguaia Gloria Giménez; a correspondente do Conexión Brasil na Espanha e Assessora de Comunicação da Unigran (Universidade Brasileira na Espanha), Cléo Costa; a jornalista da Agência Notimex (México), Adela Mac Sweney; a jornalista de RTVA Beatriz Díaz; jornalista RTVE Dolores Albiac, e a diretora de Comunicação da UNIA, Inmaculada Trenado analisaram suas experiências pessoais e profissionais e temas  como a imigração, a violência de gênero ou desigualdade das mulheres na sociedade atual.

Beatriz Diaz (RTVA) explicou que emigração não vende e esta foi a questão que marcou o início do diálogo moderado por Elena Llompart. A correspondente de TV uruguaia Sully Fuentes mostrou sua visão da mulher ibero-americana migrante do ponto de vista de filha de emigrantes espanhóis e italianos. Fuentes defendeu a importância da linguagem quando se trata de evitar e sensibilizar a sociedade sobre situações de discriminação de gênero, raça ou nacionalidade que as mulheres enfrentam e o papel fundamental desempenhado pela mídia nesse sentido.

Enquanto isso, Dolores Albiac, com uma vasta experiência como correspondente da TVE na América Central, analisou os diferentes movimentos migratórios desses países e o papel das mulheres como atores dessa realidade.

Gloria Gimenez, que praticou jornalismo como correspondente da Rádio Ñandutí Assunção (Paraguai) e como escritora, ofereceu um retrato da imigração diáspora na América Latina para a Espanha desde a transição para os nossos dias, com especial atenção para as diferentes situações que as mulheres migrantes tiveram que enfrentar. Giménez destacou o papel da Espanha e a necessidade de influenciar a educação para trazer mudanças sociais.

 

Foto: Imprensa Huelva

A correspondente da agência de notícias mexicana Notimex, Adela Mac Sweney, ressaltou que neste momento o público está exigindo outras informações, para comunicar experiências e tocar o coração, por isso sugeriu uma mudança no caminho. Comunicar para sensibilizar a sociedade, fornecendo uma perspectiva diferente sobre as questões da igualdade, vulnerabilidade e violência.

A jovem jornalista Cléo Costa concordou, neste ponto, com a importância de disseminar não só informações puras e duras, mas atentar para os detalhes, destacando as histórias pessoais de casos de violência e assédio para despertar a sensibilidade da sociedade. E afirma que nós não vamos avançar na desconstrução de uma cultura de discriminação contra a mulher, sem trabalhar a dimensão da educação. Essa discriminação está arraigada na sociedade, nas instituições e em nós mesmos.

Inmaculada Trenado, como diretora da área de Comunicação da UNIA, expôs seu ponto de vista como consciente da realidade dos estudantes ibero-americanos que vêm à Espanha e ao mesmo tempo em que expressou a necessidade de educar em igualdade com as famílias e que os meios de comunicação divulgam mais notícias sobre violência familiar porque acima de tudo está salvando vidas e ajudando as mulheres a se sujeitar à tirania chauvinista masculina.

A repórter do Canal Sur, Beatriz Díaz, finalmente apelou para a responsabilidade da mídia especialmente os meios audiovisuais, porque a televisão atinge mais o público em geral, que hoje é principalmente informado através deste meio. Diaz explicou que uma reflexão crítica é imposta sobre a maneira como frequentemente tratamos os assassinatos de mulheres como um espetáculo e defendeu a idéia de transformar as mensagens para derrubar barreiras e tornar a sociedade mais sensível.