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Blog Unigran Europa

Acadêmica da Unigran Europa é destaque no projeto Robot no Teatro

A aluna do curso de Engenharia de Software da Unigran Europa – Polo Suíça, Taisa Schlatter, é um dos destaques de um projeto de teatro inovador: o RoboCare, uma peça no qual um robô é o ator principal. Taisa foi responsável por inserir e adaptar os diálogos do script nele.O blog da Unigran Europa conversou com Taisa sobre o projeto. 

Qual a importância da Unigran para sua vida pessoal e profissional?

A Unigran tem sido de suma importância na minha vida pessoal e profissional. No lado pessoal, apesar de ter morado em diferentes países, a Suíça, especificamente em Zurique, pelo menos para mim, se mostrou completamente diferente, impenetrável. 

Graças a uma amiga da Alemanha que ia se inscrever na pós-graduação da Unigran de lá, tomei conhecimento e pesquisei pela Unigran daqui. Encontrei vídeos sobre a visita da direção, pesquisei se era reconhecida pelo Ministério da Educação (MEC). Tudo o que encontrei foi positivo e na minha primeira visita, ao ver a responsável pelo pólo que eu tinha conhecido do vídeo, senti como se estivesse revendo uma amiga. Foi a primeira vez em tantos meses que me senti acolhida. Ela me orientou, me ajudou a escolher meu curso – eu estava em dúvida se fazia uma pós. E desde então tem sido importante na minha formação e integração aqui na Suíça. 

Vejo muitos comentários de pessoas que não conhecem a Unigran ou seus alunos, alegando que quem escolhe uma faculdade brasileira por aqui está se isolando ou coisa do gênero. O que vivi e que vejo é exatamente o contrário, graças à Unigran foi que comecei a me integrar, a conhecer pessoas que me conectaram com suíços, empregos, oportunidades e amizades. Tudo isso enquanto eu ia fazer minhas provas ou ajudava outros (as) colegas. 

Na parte profissional, estar inscrita na Unigran foi fundamental para a conquista do meu estágio. Até mesmo anos antes de pegar o diploma, o fato de ser aluna, já fez a diferença na hora de conseguir uma oportunidade de trabalho. 

Durante minha entrevista para esse projeto com o robô, junto à empresa desenvolvedora de software – o raumCode – um dos meus chefes, então entrevistador, queria ter alguma garantia de que eu seguiria e me interessava mesmo por essa profissão. Detalhe, a peça de teatro é em alemão suíço, também chamado de dialeto pelos locais, e o alemão no dia-a-dia da empresa é crucial. Pois, com o peso do curso na universidade brasileira, eles decidiram por apostar em mim.

Como é a participação na peça RoboCare? Nos conte mais sobre o projeto e como está sendo a  experiência.

A participação é intensa e como dizem em inglês: hands on, ou seja, tenho bastante coisa para fazer e minha participação é fundamental. Trata-se de uma peça de teatro na qual um robô – do tipo Pepper -, é o ator principal, um projeto de cinco meses. 

O detalhe é que aqui na Suíça, como na maioria dos países, um robô no teatro, e ainda mais em destaque, é algo inédito. 

Nas primeiras semanas, fase de preparação do robô, fui responsável por inserir e adaptar os diálogos do script nele. Foi um desafio, pois, foi necessário desenvolver estratégias sob medida para melhor adaptar a plataforma que  a empresa tem desenvolvido, para as necessidades do teatro e do robô como ator. 

Outro fator foi o tempo, muitas coisas precisavam ser preparadas até o dia do primeiro encontro do Pepper com os atores e direção para  primeira leitura do script, tudo isso na presença do diretor do teatro, Viktor Giacobbo, que é um ícone por aqui, e do autor, Domenico Blass. Meu objetivo desde o começo foi que o Pepper pudesse fazer a leitura com eles, e deu certo! Todos ficaram surpresos e muito satisfeitos. 

Desde então tiveram início os ensaios, é incrível poder participar desse mundo que para mim, tanto quanto para o robô, é inédito. Na prática, eu sou o robô e preciso aprender os textos, as dicas do diálogo anterior para liberar a fala dele, tudo isso cuidando da parte técnica dos bastidores. 

Enquanto adicionava os diálogos, usei a criatividade para ir adicionando movimentos que já existiam no banco de dados da empresa para tornar a atuação mais interessante, engraçada, cativante. 

Durante esse processo foi também necessário preparar respostas para filmagens de uma entrevista do Pepper sobre essa sua nova experiência. Neste momento trabalhei a personalidade do robô através da forma e conteúdo de suas respostas, algumas vezes também nas perguntas, indo além do script. As mudanças e toque mais pessoal foram bem aceitas. Os vídeos começaram a serem publicados no canal do Youtube do teatro, estou ansiosa para ver o do Shakespeare que foi a sugestão mais extravagante e que resultou no primeiro movimento do qual participei da criação. 

Atualmente meu chefe passa horas e horas a desenvolver os movimentos  de posição e locomoção no palco,  mais e mais pessoas da empresa estão se juntando ao time pois o trabalho em busca de automatizar o máximo possível e depender menos de uma pessoa por trás da cena tem se mostrado um grande desafio. Até lá, estou curtindo cada minuto dessa experiência e meus minutos de glória. 

Taisa na sala de comando do robô

Você é natural de qual cidade brasileira? Há quanto tempo está na Europa? e por qual motivo decidiu se mudar para a Europa? 

Sou de São Paulo. Essa é minha terceira passagem pela Europa. Na primeira vez, em 2005, fiquei um ano e 8 meses morando na Itália e Reino Unido, na segunda, foram sete anos na França. Agora, um ano na Alemanha e desde abril 2018 na Suíça, onde me casei. 

Sempre desejei poder dar uma espiada no mundo, especialmente como au pair, que parecia ser a forma mais acessível já que cobre moradia/alimentação e com um pouco de sorte e negociação, meu forte, também as passagens aéreas, que foi o que aconteceu comigo. 

Durante minha primeira formação no Brasil, em Psicologia, me apaixonei pela psicologia do consumidor e descobri o planejamento estratégico, ambos guiaram minhas viagens pois tinha o sonho de me aperfeiçoar e ter uma experiência na agência de publicidade de Londres que foi o berço do planejamento. Consegui fazer ambos. 

A França entrou nos planos logo no começo da aventura devido a um famoso festival de publicidade em Cannes. Da Itália consegui visitar o festival em 2006 e naquela ocasião me marcou muito o fato de não ter conseguido me fazer entender num restaurante, na hora de pedir sal mesmo já falando inglês. Ali decidi que aprender francês era uma meta e somou-se ao sonho de estudar semiótica em seu berço esplêndido. Fui aluna na Sorbonne – em termos de ensino foi um choque quando comparado com o estilo brasileiro. Algumas aulas são realizadas em  auditórios e o que parece tão glamuroso e especial na televisão por exemplo, se torna, dependendo do(a) professor(a) um ditado para uma centena de alunos. 

Durante os anos na França, descobri a Alemanha, o que apenas reforçou um antigo desejo de aprender a falar Alemão. Em 2017 a oportunidade se apresentou e não pensei duas vezes. 

Qual o seu grande sonho ao se formar?

Meu grande sonho é ser capaz de desenvolver soluções tecnológicas sendo responsável pelos códigos envolvidos de forma autônoma, ou seja, conseguir realizar a transposição da idéia do papel para o código, utilizando diferentes linguagens de programação. 

Já participei de hackathons que são competições de tecnologia, sempre desenvolvendo a solução na parte teórica e estratégica, me frustra não poder colocar a mão na massa e apresentar a ideia de forma mais concreta. Felizmente nos hackathons meus companheiros de equipe sempre eram em sua maioria engenheiros de software, mas sonho poder atuar de forma mais efetiva nessa frente. 

Como é estudar a distância?

No começo, como tudo é desconhecido, tive muitas dúvidas e medos. Eu conhecia ensino por vídeo aulas de cursos que são oferecidos avulsos, mas não de uma universidade. Não sabia se as aulas seriam transmitidas ao vivo, se seria videos, se teria apostila/texto completo para seguir, etc. 

A surpresa foi grande e positiva. Tem apostila e ela chegou antes da primeira aula. Gostei muito que as matérias do semestre vem juntas, assim já pude matar minha curiosidade e ansiedade. A plataforma é super completa, inclusive com versões em PDF dos textos da apostila, o que facilita bastante a vida online, recorte de textos na hora de preparar resumão para estudar para prova. 

E o mais surpreendente, o grupo dos alunos do Whatsapp. Além do quadro de avisos com o professor, minha turma mantém um grupo bem ativo e colaborativo. Trocamos dúvidas, dicas e mantemos contato com estudantes de diversas partes do mundo. Tenho mais contato com os alunos da minha turma de ensino à distância, do que tinha com as colegas do curso presencial. 

Em resumo, estudar a distância com a Unigran Europa é muito agradável e positivo. 

A atenção dos professores também merece destaque, além da correção das atividades e esclarecimento de dúvida dos alunos na plataforma, alguns enviam correções e comentários detalhados no inbox dos alunos. Graças à uma dessas mensagens, percebi que tinha completamente ignorado e consequentemente não entendido um aspecto fundamental daquela matéria, gratidão. 

O que mais sente falta do Brasil?

Coxinha! Daquelas grandes de lanchonete.